sexta-feira, 16/10/2026

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Diário de Porto Velho

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Grupo que ocultava recursos do tráfico por meio de empresas em RO recebe sentença judicial

A Polícia Federal (PF) revelou um esquema complexo de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que operava em Rondônia. Quinze indivíduos, cujos nomes não foram divulgados, foram condenados a um total de 97…

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A Polícia Federal (PF) revelou um esquema complexo de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que operava em Rondônia. Quinze indivíduos, cujos nomes não foram divulgados, foram condenados a um total de 97 anos de prisão por seus papéis em uma organização criminosa, conforme a decisão da 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho. O resultado é fruto da Operação Alcance, também conhecida como Aysha, conduzida pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO).

Entre os condenados, 14 enfrentaram acusações de lavagem de dinheiro, enquanto 12 foram responsabilizados pela participação em atividades criminosas. Alguns deles foram penalizados por mais de um crime. A pena mais severa imposta foi de 14 anos e seis meses, além de multa, com a segunda maior totalizando 10 anos, ambas em regime fechado.

O modus operandi do grupo era bem estruturado, com cada membro desempenhando uma função específica. As atividades incluíam a movimentação de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e a ocultação de sua verdadeira origem. Para isso, utilizavam contas bancárias e empresas, dificultando a rastreabilidade dos valores, prática que foi reconhecida pela Justiça como lavagem de dinheiro.

A Operação Alcance teve início em setembro de 2021, após uma investigação minuciosa da PF, que incluiu monitoramento e análise de movimentações financeiras. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em quatro estados. Em dezembro do mesmo ano, o MPRO denunciou 45 pessoas, e a Justiça aceitou a acusação.

Até o momento, 37 réus foram julgados, com 15 sendo condenados por ao menos um dos crimes. O MPRO já anunciou que pretende recorrer das absolvições e questionar outros aspectos da decisão judicial.

É importante ressaltar que uma das empresas envolvidas no esquema chegou a movimentar R$ 85 milhões em um único ano, evidenciando a magnitude das operações criminosas em questão.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — brandonascimento (pixabay)