Em Porto Velho, a história de Anacelia e Fabíola é um exemplo inspirador de amor e superação. O casal, que sempre sonhou em ser mãe, encontrou na adoção a oportunidade de construir uma família com o pequeno Anthony Ravi. Após um processo que durou cerca de dois anos, as duas mulheres finalmente puderam acolher o menino em seus braços, transformando suas vidas e desafiando preconceitos.
O caminho até a adoção não foi fácil. Anacelia e Fabíola enfrentaram estigmas relacionados à adoção por casais homoafetivos e abriram mão de um perfil idealizado para se tornarem mães. Elas estavam decididas a amar e cuidar de uma criança, independentemente de suas necessidades especiais. O pequeno Ravi, que apresenta autismo, perda auditiva em um ouvido e plagiocefalia, foi acolhido com amor e esperança.
“Ele nos escolheu para ser mãe dele. Com ele, estamos aprendendo muitas coisas boas. Todos os dias ele nos ensina a viver”, reflete Fabíola, destacando a conexão especial que as mães têm com o filho. No dia 14 de outubro de 2026, Rondônia tinha 34 crianças e adolescentes aguardando adoção, sendo que muitas delas, inclusive, são mais velhas e merecem uma chance de ter uma família que as acolha.
O processo de adoção é complexo e vai muito além da escolha de um perfil. A preparação para os futuros pais envolve cursos e avaliações psicossociais, onde é fundamental que se reflita sobre expectativas e limites. A psicóloga do Tribunal de Justiça de Rondônia, Danielle de Oliveira Paulon, enfatiza a importância de conhecer as realidades da adoção, que não se restringe a bebês, mas abrange crianças maiores e adolescentes que aguardam por um lar.
Para Anacelia e Fabíola, a chegada de Ravi trouxe não apenas desafios, mas também pequenas vitórias. Desde que receberam a guarda provisória, o menino começou a dar seus primeiros passos e a estabelecer vínculos afetivos com suas mães. “Ele não fixava o olhar em nós, e hoje já nos abraça”, conta Fabíola, emocionada com o desenvolvimento do filho.
O processo de adoção exige paciência e um acompanhamento constante, pois o vínculo se constrói ao longo do tempo. O apoio da equipe técnica é essencial para lidar com as dificuldades que podem surgir durante a convivência. A adoção, como explica Danielle, é uma jornada de aprendizado, onde o amor e a disposição para acolher são fundamentais.
Para aqueles que desejam adotar, a orientação é clara: procurem informações, participem das preparações e reflitam sobre suas próprias expectativas. A adoção é um caminho que pode transformar vidas, e cada criança merece a oportunidade de crescer em um lar acolhedor. O Setor de Adoção da Vara da Infância e Juventude em Porto Velho está à disposição para fornecer as orientações necessárias a quem deseja seguir por essa linda trajetória.
Crédito da imagem: Anacelia, Fabíola e Anthony Ravi




