quarta-feira, 04/11/2026

30° Porto Velho Nublado · máx 33° mín 24°

Grupo familiar é desmantelado por tráfico de drogas com armamento pesado e conexão internacional

A Operação IFRIT, desencadeada nesta quarta-feira (4), desvendou uma complexa rede criminosa que atuava em Mato Grosso do Sul e outros seis estados. O grupo, liderado por três irmãos e seus familiares, estava envolvido…

Compartilhe:

A Operação IFRIT, desencadeada nesta quarta-feira (4), desvendou uma complexa rede criminosa que atuava em Mato Grosso do Sul e outros seis estados. O grupo, liderado por três irmãos e seus familiares, estava envolvido no tráfico de drogas e armas, utilizando a fronteira sul-mato-grossense como rota principal para suas atividades ilícitas.

Os investigadores da Polícia Federal e da Receita Federal revelaram que a organização comprava entorpecentes na Bolívia, Paraguai e Peru, levando as cargas para o Brasil antes de distribuí-las em diversos estados, como São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Além disso, parte da droga seguia para o mercado europeu, especialmente para a Espanha e Portugal.

A estrutura da organização era meticulosamente planejada, com integrantes designados para tarefas específicas, desde a compra de produtos até a logística e segurança. Para proteger suas operações, o grupo contava com armamentos pesados, drones e veículos blindados, e utilizava táticas de contrainteligência para evitar a detecção das autoridades.

Um dos alvos da operação é o delegado da Polícia Civil, Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que já havia sido preso em uma ação anterior do Gaeco. Ele é suspeito de desviar drogas apreendidas e facilitar o funcionamento da organização criminosa. Sua prisão destaca a gravidade da situação e a possível conivência de agentes públicos com atividades ilícitas.

Além do delegado, outro policial civil foi alvo de mandados de busca e apreensão. As defesas dos envolvidos alegam que eles são pessoas idôneas e que cooperarão com as investigações. Contudo, a apuração revela um esquema financeiro robusto, que movimentou mais de R$ 500 milhões nos últimos dois anos, utilizando empresas de fachada e contas de terceiros para ocultar os lucros obtidos com o tráfico.

A Operação IFRIT é um reflexo da luta contínua contra o crime organizado na região, e os desdobramentos dessa investigação prometem trazer à tona mais detalhes sobre a atuação desse grupo que, segundo as autoridades, opera em Mato Grosso do Sul desde 2018.