sexta-feira, 23/10/2026

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Homem é sentenciado a 72 anos de prisão por assassinato de ex-companheira e amigo em RO, na presença da filha

Na noite desta quinta-feira (22), o Tribunal do Júri de Porto Velho decidiu pela condenação de Vinicius Wallace do Casal Marinho a 72 anos de prisão. Ele foi considerado culpado pela morte brutal de…

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Na noite desta quinta-feira (22), o Tribunal do Júri de Porto Velho decidiu pela condenação de Vinicius Wallace do Casal Marinho a 72 anos de prisão. Ele foi considerado culpado pela morte brutal de sua ex-companheira, Jaiane Lemos de Souza Neto, e de um amigo dela, Everaldo Oliveira Santos, em um crime que chocou a comunidade local. O incidente ocorreu em 25 de maio de 2024, na residência de Jaiane, no bairro Nova Floresta, e ganhou notoriedade pela violência e pela presença da filha do casal, então com apenas 1 ano e 8 meses.

De acordo com o julgamento, Vinicius invadiu a casa, onde, em um ato de extrema violência, disparou contra Jaiane enquanto ela segurava a filha nos braços. Em seguida, ele se dirigiu a outro cômodo e atirou contra Everaldo, que estava presente. A autópsia revelou que Jaiane levou dois tiros no peito, enquanto Everaldo foi atingido por sete disparos. Ambos não sobreviveram aos ferimentos.

Os jurados reconheceram Vinicius como responsável por feminicídio no caso de Jaiane e homicídio qualificado em relação a Everaldo, considerando as evidências de motivo torpe, meio cruel e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. O juiz impôs uma pena de 45 anos pela morte de Jaiane e 27 anos pela morte de Everaldo, totalizando os 72 anos de reclusão a serem cumpridos em regime fechado.

Surpreendentemente, Railson Ferreira da Silva, que era acusado de ajudar Vinicius a fugir após os assassinatos, foi absolvido pela corte. Os jurados acolheram a defesa de Railson, que argumentou que não havia provas suficientes para sua condenação, resultando na revogação de sua prisão preventiva e na determinação de sua soltura.

Esse caso trouxe à tona a discussão sobre a violência doméstica e a proteção das vítimas, especialmente em situações tão vulneráveis como a que ocorreu diante da criança. A comunidade agora se questiona sobre as medidas que podem ser tomadas para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro, reforçando a necessidade de um olhar mais atento para as questões de segurança e apoio às vítimas de violência. O g1 tentou contato com a defesa de Railson, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Crédito da imagem: Segundo dia de julgamento do caso Jaiane e Everaldo