A Justiça de Rondônia deu um passo importante no caso do assassinato do biólogo Ismael Graunkel, ocorrido em 2017. Nove anos após o crime, Eduardo Bezerra, ex-secretário municipal de Saúde de Espigão D’Oeste e policial militar reformado, foi pronunciado e irá a júri popular. Ele é acusado de ser o mandante do homicídio, que teria sido motivado pelo desejo de ocultar um relacionamento extraconjugal com a vítima. Sidnei Batista dos Santos, o executor do crime, também enfrentará o tribunal.
O crime aconteceu em 3 de agosto de 2017, na zona rural de Espigão D’Oeste. Segundo a denúncia do Ministério Público, Eduardo teria oferecido R$ 1 mil a Sidnei para que este matasse Ismael, temendo que a relação fosse revelada à sua esposa e a outras pessoas. A emboscada resultou em três tiros nas costas de Ismael, que tentava fugir quando foi atingido. Testemunhas confirmam que o local do crime era um ponto de encontro habitual entre Eduardo e Ismael.
Ambos os acusados foram presos preventivamente na época, e enquanto inicialmente confessaram o crime, posteriormente alegaram coação durante as audiências. Desde então, a prisão foi revogada e eles aguardam o julgamento em liberdade. A data do júri ainda não foi marcada.
A defesa de Eduardo Bezerra alega sua inocência e anunciou que irá recorrer da decisão de pronúncia, argumentando que a análise das provas não foi adequada e que a presunção de inocência deve ser mantida. Por sua vez, a defesa de Sidnei também manifestou desacordo com a pronúncia, ressaltando que ele agiu em legítima defesa, em resposta a uma agressão que colocava sua vida em perigo.
O caso, que chocou a comunidade local, agora avança para um novo capítulo no Tribunal do Júri, onde a verdade e a justiça serão decididas pelos jurados.



